
Havia algum tempo que a Disney não se aventurava no mundo das animações ao estilo de seus antigos clássicos, como Cinderela e Branca de Neve e os Sete Anões. Este ano, porém, com direção a cargo dos mesmos responsáveis por Aladdin e A Pequena Sereia, o estúdio resolveu produzir A Princesa e o Sapo, um conto de fadas contemporâneo ambientado em Nova Orleans, na época em que o jazz, que dá o tom da ótima trilha sonora da animação, surgiu com força total.
O fato mais alardeado pela produção era a presença da primeira protagonista negra da Disney, mas isso, na verdade, não faz realmente diferença na trama. Tiana é apenas uma moça pobre, sonhadora e trabalhadora que luta incansavelmente, e até obsessivamente, para alcançar seus objetivos, não muito diferente de uma princesa que nós conhecemos. O príncipe, por sua vez, é um pouco atípico: ele teve a mesada cortada pelos pais e agora procura uma moça rica para casar e poder continuar com sua vida de mordomias. A história se inicia quando Naveen, o príncipe, iludido com as promessas de Facilier, o feiticeiro das sombras, é vítima de um vodu e torna-se um sapo. Tentando ajudá-lo a voltar à sua forma humana, Tiana lhe dá um beijo, mas finda, também, transformando-se em uma sapa. Os dois acabam no pântano, onde vão em busca de outra feiticeira que indicará o caminho correto para reverter a maldição.
Os números musicais, além de excelentes como um todo, são visualmente espetaculares, sobretudo os que envolvem Facilier, com efeitos explosivos e sombrios, e o primeiro de Tiana no espaço onde ela pretende construir seu restaurante, que é estilisticamente muito charmoso. Alguns personagens também são ótimos, como Ray, o vaga-lume apaixonado por uma estrela, e Louis, o crocodilo trompetista. Eles ajudam os protagonistas no pântano e representam a parte mais cômica do longa. E a trilha sonora, conforme já mencionei, é um dos pontos altos de A Princesa e o Sapo, e não apenas durante os números. Mas o romance, embora mais desenvolvido do que em longas semelhantes, nos quais há sempre o "amor à primeira vista", não me convenceu, assim como acontece na maioria dos contos de fadas aos quais assisto. Talvez isso se deva a uma particularidade minha, mas, de qualquer forma, se acontece, preciso considerar um defeito. Em meio à graciosidade do filme, no entanto, isso se torna apenas um detalhe.
É bom ver a Disney voltar às origens, fazendo algo que sabe fazer muito bem, e A Princesa e o Sapo é um recomeço bem satisfatório. Que venham mais clássicos.
A Princesa e o Sapo


The Princess and the Frog, Ron Clements e John Musker, 2009.
O fato mais alardeado pela produção era a presença da primeira protagonista negra da Disney, mas isso, na verdade, não faz realmente diferença na trama. Tiana é apenas uma moça pobre, sonhadora e trabalhadora que luta incansavelmente, e até obsessivamente, para alcançar seus objetivos, não muito diferente de uma princesa que nós conhecemos. O príncipe, por sua vez, é um pouco atípico: ele teve a mesada cortada pelos pais e agora procura uma moça rica para casar e poder continuar com sua vida de mordomias. A história se inicia quando Naveen, o príncipe, iludido com as promessas de Facilier, o feiticeiro das sombras, é vítima de um vodu e torna-se um sapo. Tentando ajudá-lo a voltar à sua forma humana, Tiana lhe dá um beijo, mas finda, também, transformando-se em uma sapa. Os dois acabam no pântano, onde vão em busca de outra feiticeira que indicará o caminho correto para reverter a maldição.
Os números musicais, além de excelentes como um todo, são visualmente espetaculares, sobretudo os que envolvem Facilier, com efeitos explosivos e sombrios, e o primeiro de Tiana no espaço onde ela pretende construir seu restaurante, que é estilisticamente muito charmoso. Alguns personagens também são ótimos, como Ray, o vaga-lume apaixonado por uma estrela, e Louis, o crocodilo trompetista. Eles ajudam os protagonistas no pântano e representam a parte mais cômica do longa. E a trilha sonora, conforme já mencionei, é um dos pontos altos de A Princesa e o Sapo, e não apenas durante os números. Mas o romance, embora mais desenvolvido do que em longas semelhantes, nos quais há sempre o "amor à primeira vista", não me convenceu, assim como acontece na maioria dos contos de fadas aos quais assisto. Talvez isso se deva a uma particularidade minha, mas, de qualquer forma, se acontece, preciso considerar um defeito. Em meio à graciosidade do filme, no entanto, isso se torna apenas um detalhe.
É bom ver a Disney voltar às origens, fazendo algo que sabe fazer muito bem, e A Princesa e o Sapo é um recomeço bem satisfatório. Que venham mais clássicos.
A Princesa e o Sapo



The Princess and the Frog, Ron Clements e John Musker, 2009.